Eu aceitei a ajuda de uma pessoa que eu não faço a menor idéia de quem seja. Ela escreveu um livro que eu brinco dizendo que é auto-ajuda para escritores. De fato tem um quê disso mesmo.
Sempre rio dessas paradas de auto-ajuda porque não ajuda. Estranhamente, esse livro tem me feito pensar. Quero dizer, ela não veio me ensinar a escrever melhor nem nada do gênero e graças a Deus por isso! Não é isso o que procuro. Ela de um jeito engraçado me fez aceitar que eu estou tendo um período ruim, um bloqueio criativo - e obrigada, senhor! - isso é normal.
Eu me sinto bem lendo isso, sabe? Sempre passo os dias me culpando por não conseguir escrever e tudo mais... De vez em quando vem uma luz bizarra do nada e eu prossigo com meu livro, o que me faz muito feliz, mas isso não acontece sempre.
Eu também preciso passar a me treinar a escrever. Todos os dias, no mesmo horário, ir lá e fazer um pouquinho. Sobre o livro, sobre mim, sobre as pessoas, a vida, qualquer coisa! O importante é cumprir minha meta diária de 300 palavras.
Isso é realmente auto-ajuda, não é? Esse papo de se aceitar. Soa meio ridículo... Acho que só prossigo na leitura porque ela conta situações engraçadas e isso me diverte. E porque eu sei muito bem que tenho que escrever todos os dias e esse blábláblá. Não é novidade, não me acrescentou nada de novo. A diferença é que agora eu não me sinto mais sozinha no mundo. Eu sei que tudo pelo que passo é normal e outras pessoas estão passando pela mesma coisa nesse exato momento, outras já passaram e outras ainda vão passar.
Eu não sei se isso me fará voltar a escrever feliz e animada como antigamente. Mas sei que me conforta. Palavras macias são de extrema importância quando se está em um momento terrivelmente difícil. E eu não vou mais aceitar me criticarem, nem nada do gênero por estar agindo errado. Eu quero compreensão, não repreensão.
Tenho dito.
1 comentários:
Perfeito! É assim que tem de ser!
Onde está o botão "curtir" para eu apertar?
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