Porque metade de mim é a lembrança do que fui... A outra metade eu não sei.

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

E se a morte chegar hoje?

Alguns dias de manhã eu pego um ônibus e rumo em direção a lugar nenhum pelo simples prazer de refletir. Por motivo desconhecido, percebo que meus pensamentos fluem melhor quando estou dentro de um meio de transporte.
Sigo sentada até o Leblon. Passo por Copacabana e pela Lagoa. São visões bonitas de se ter. Quando desço, vou até Ipanema, onde pego o metrô. Essa mudança de transporte causa notável diferença nas reflexões.
            Hoje em específico fiquei viajando sobre a morte. Na realidade, sobre o que eu faria se soubesse que hoje é o meu último dia nesse planeta. Eu escreveria, pensei. Não somente o livro que ando enrolando para fazer e conseqüentemente devendo aos meus leitores que o desejam, mas escreveria sobre qualquer coisa. Sobre tudo e nada ao mesmo tempo. O que me importaria seria deixar registrado aquilo o que eu era... Também abraçaria as pessoas. Deixaria bem claro para cada uma delas que as amo com todo o meu coração.
            Refletir sobre a morte me faz chegar a uma conclusão: não há tempo a perder. Eu deveria estar vivendo, sim, como se fosse o meu último dia desde já. A vida é incerta demais para eu percorrer meus dias com esse clima meio morno, meio para baixo, meio infeliz, mesmo que eu me sinta dessa forma. Eu não deveria estar abrindo mão de ser feliz. Nunca se sabe quando – ou se – eu terei uma segunda chance, não é verdade?
            Se por um acaso eu não partir para o outro plano amanhã, se eu não acordar nas nuvens batendo aquele papo sagaz com Deus, melhor para mim. Terei mais 24 horas inteirinhas para trabalhar a minha felicidade e construir o meu legado aqui. E assim sucessivamente.
            A felicidade, a esperança, a paz de espírito, o amor e todos os demais bons fluídos do mundo batem em nossa porta a cada instante. Só cabe a nós decidirmos se eles vão ou não entrar.
            Acreditem em mim, nada tem valor ou poder o suficiente para nos fazer desistir disso. Vamos optar pelas coisas boas, sim. Sempre há luz no dia seguinte, não importa o quanto nós lutamos para afastá-lo. O relógio corre. A vida passa. E deveríamos aproveitar o tempo que ainda nos resta!

1 comentários:

Alisson Almeida disse...

amo seus posts, mesmo! Oarabéns pelo blog. http://contandolivros.blogspot.com/