Porque metade de mim é a lembrança do que fui... A outra metade eu não sei.

quarta-feira, dezembro 21, 2016

Planos futuros

Mais um ano se encerrando. Não foi um ano de escritas, claramente. Na verdade, acho que foi um ano meio parado. Não produzi muito, mas me livrei de uma parte considerável do meu mestrado. Metade dele. Encerram-se as disciplinas e inicia-se a pesquisa de verdade. Infelizmente, o tempo é curto. Passa rápido demais. Outro dia comemorava minha aprovação e vejo que já estou na metade do trajeto. 
2017 será um ano complicado. Muitos planos, muitos projetos. Pretendo encerrar minha pesquisa da melhor forma possível, dar aula, escrever diversos projetos de doutorados para espalhá-los pelo mundo. Processos seletivos incontáveis. Bolsas de estudo para tentar, almejar, conseguir. Provas de proficiência para fazer. 
Para uma pessoa desorganizada e preguiçosa como eu, vai ser um desafio e tanto. É muito o que fazer e o tempo sempre correndo contra nós...
Espero obter sucesso nessa empreitada.
2016, apesar de tudo, foi um ano muito bom para mim. Um ano de realizar sonhos e construir novos sonhos. Sonhos que quero muito alcançar. 
Peço força, foco, fé e sorte para esse ano que entra. Peço coragem para enfrentar os meus desafios, tranquilidade na hora do resultado e sabedoria para aceitar o que vier.
2017, seja grande.

sexta-feira, setembro 23, 2016

Memórias

Tenho evitado escrever aqui. Quando me dei conta, vi que meu último post era de 2015.  Fiz tanta coisa nesse meio tempo que já nem faz mais sentido relatar tudo aqui. 
Acho que evitei escrever porque falar sobre as memórias que adquiri recentemente doem de certa forma. Queria guardá-las, mas não quero falar sobre elas. Porque, com toda minha nostalgia, acabo ficando triste por não poder vivê-las novamente. 

Fiquei pensando se quando a gente deseja algo com muita intensidade, com muita sinceridade, com tudo o que podemos, se essas coisas se realizam. De certa forma, realizou. Agora fico pensando se meus novos e reabastecidos desejos também terão a chance de se tornarem reais. E se sim, quanto tempo levará.

Porque eu quero acreditar que é possível. Que eu mereço. Que eu consigo, principalmente.
A vida é tão difícil pra gente que as vezes me questiono se conseguirei tirar os planos do plano das ideias. Tomara que sim. Desejo que sim.

Se eu desejar com muita vontade, com muita sinceridade, quem sabe...

terça-feira, dezembro 01, 2015

Entrando no nono ano de blog

Nove anos se passaram desde que isso aqui começou. Me sinto verdadeiramente orgulhosa de ver este blog ainda de pé. Já tive tantos, tantos, tantos que foram deixados para trás, mas esse persiste. :)
Como ando escrevendo pouco, quero dedicar esse espaço e essa comemoração (que está acontecendo alguns dias antes) a uma reflexão curiosa.

Quando decidi que me aventuraria em mares diferentes e mais difíceis do que achei que pudesse enfrentar - diversas seleções de mestrado ocorrendo ao mesmo tempo, monografia sendo feita, livros distintos para estudar, projeto para fazer e nenhum dos temas se cruzando - eu honestamente achei que não iria rolar. Porque isso é coisa pra gente muito inteligente. Ou, ao menos, é isso o que a imagem do título "mestre" passa para nós, meros mortais.
Mas percebi que não é tão difícil assim, por conta de uma série de fatores. Hoje, aprovada em duas seleções, uma da UERJ e um mestrado novo da UFF, e me encaminhando para a entrevista, de onde ainda tenho uma pequena chance de entrar, no mestrado tradicional da UFF, posso dizer com paz de espírito de que isso não é apenas para mentes brilhantes. Com esforço e estudo bibliográfico, não há nada de impossível, para falar a verdade.
O primeiro fator que considero é a quantidade de imbecil. Eles sempre existem e estão, felizmente ou infelizmente, em grande quantidade. O segundo é seguir as regras. Leia a porra dos livros. Mostre que leu. Vá para a entrevista e diga o que eles querem ouvir. Não é tão difícil.  Na vida, isso é o mais importante. Sempre diga o que querem ouvir. Já desisti de discutir. É impossível moldar o pensamento dos outros ou esperar que eles concordem. Então se limite a seguir o protocolo e o nível de aprovação será enorme, enquanto o nível de estresse vai cair pela metade.
E, por último, me surpreendi positivamente com a aceitação de projetos com temas inusitados. No meu caso, trato do circuito informal promovido pelos fãs que trabalham gratuitamente e colaborativamente para disponibilizar dramas de televisão japoneses nas redes digitais brasileiras. Desvantagens: ninguém sabe que porra é um drama japonês. Vantagem: o fato de ninguém saber que porra é um drama japonês fez com que ninguém tenha estudado dramas japoneses. Ponto pra mim.

Dessa forma, percebi que a vida tende a ser mais simples do que eu achava que era há nove anos. E há seis meses também. 
Então, em breve, encerro mais uma fase da minha vida. Acho que não vou sentir saudades, como senti da anterior. Não houveram memórias grandiosas, mas o suficiente para que eu olhasse com orgulho. E agora, mais do que nunca, tenho fé de que dias ainda melhores estão por vir. :)

quarta-feira, novembro 04, 2015

Amanhã (hoje) sai o resultado da seleção de mestrado da UERJ.
Estou tão nervosa que nem sei o que escrever, não consigo colocar em palavras como estou me sentido. Estou com muito medo, ansiosa, nervosa, quero muito que dê tudo certo. Acho que foi a fase que menos dependeu de mim...
Espero acordar bem tarde amanhã e sofrer por menos horas até ter o resultado.

quarta-feira, outubro 21, 2015

segunda-feira, setembro 21, 2015

o dia em que tudo foi possível

21 de Setembro de 2015. 
Os minutos nunca passaram tão vagarosamente. Quando o relógio marcou às 15h, minha vida se tornou um verdadeiro sacrifício. Mais um minuto. Mais um. Mais um. O resultado saiu às 15h40, depois que os meus F5 se esgotaram.
Felizmente, a resposta foi positiva. Estou na segunda etapa do processo seletivo de mestrado em comunicação na UERJ. De 46 candidatos para a minha linha de pesquisa, 25 foram aprovados. Somente 6 com nota mais alta do que a minha. 
Não passei. Passei com certo louvor. Passei e até agora estou dentro das 10 vagas.
E foi assim que eu passei a ter esperança, não somente fé. Foi assim que, para mim, se comprovou a existência de um ser divino. De um anjo da guarda que não se cansa de olhar para mim.
Hoje, eu só tenho a agradecer. E saber que daqui para frente os candidatos se tornam melhores. Mas quem se importa? Eu quero, eu posso, eu consigo. 
Hoje tenho esperança de que uma resposta positiva pode aparecer na segunda fase. E se não aparecer, tudo bem também. Em concursos, sempre haverá pessoas que terão que ser eliminadas. As vezes estamos entre elas, as vezes não. Só me resta almejar que a minha hora de ser eliminada não seja. :)

segunda-feira, agosto 31, 2015

O dia em que eu acreditei que tudo fosse possível

Nem pessimista, nem otimista, eu me enquadro na categoria realista. Por isso, nunca esperei demais de mim. Esperei dentro das minhas capacidades, as medianas, igual a tantos outros. Com um ou outro momento de brilhantismo, não o tempo todo. Gênio é o que eu gosto de ouvir, mas longe do que sou. Há um longo caminho pela frente e eu só posso desejar mais momentos de inspiração.
Mas, um dia, uma porta se abriu para mim. Foi a aprovação de um resumo expandido no VII Encontro de língua, literatura e cultura japonesa. Apresentar um trabalho me fez saborear um gosto novo e caminhar por trilhos nunca imaginados. E eu gostei desse negócio, de escrever artigo e apresentar trabalho. Então fiz de novo. E, mais uma vez, a vida sorriu para mim e aprovou o meu artigo na CONECO (congresso de comunicação) desse ano, que acontecerá em outubro. E a partir disso eu comecei a acreditar que tudo fosse possível.
Então estou tentando mestrado em todos os programas de pós-graduação em comunicação nas universidades públicas do RJ. Amanhã enfrento o primeiro desafio: prova da UERJ. E, honestamente, eu não sei se conseguirei fazer um 7,0, nota que é bilhete de entrada para a segunda fase. Mas, quando penso que por algum motivo eu conquistei a apresentação de trabalhos em congresso, insisto em acreditar que tudo é possível.
Achava que mestrado era coisa de gênio, pessoas intelectuais demais, nada que fosse para mim, mera moral. Mas desconstruí esse pensamento: o mestrado é para todos.
Demorei para perceber o valor da universidade. Ainda que com toda a arrogância de uma graduanda de uma universidade federal, nunca percebi o quanto eu amava a UFF até me deparar com o temido "mundo real". E foi esse pé no mundo real que me fez perceber que eu deveria investir no mestrado, continuar a estudar e ter a honra e a felicidade de ser uma pesquisadora de algo que eu ame.
Pois estudar é meio chato, mas não quando se estuda aquilo que ama. E eu tenho nutrido um amor intenso pelo Japão desde a infância e certamente me sentirei honrada de me tornar uma das raras pesquisadoras brasileiras do entretenimento japonês.
Então, hoje, eu só posso desejar que Deus esteja do meu lado amanhã, às 15h, quando eu me deparar com o primeiro desafio. Só posso desejar que os meus pecados sejam perdoados, por enrolar tanto, por estudar tão pouco e por não perceber o quando a UFF me faz bem.
Porque eu honestamente acredito que, as vezes, tudo é possível e isso não pode estar tão além de mim.